Instituída em 2012 por órgãos internacionais como a Associação Internacional para o Estudo do Câncer de Pulmão, o Colégio Americano de Médicos Torácicos e o Fórum das Sociedades Respiratórias Internacionais, a campanha mundial de conscientização sobre o Câncer de Pulmão foi pensada para alertar as pessoas sobre os sintomas e fatores de risco para a doença.
Este ano, o mote da Campanha se dedica a deixar um lembrete: mudanças no estilo de vida podem sim fazer a diferença. Isso porque, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tabagismo é uma das principais causas de 80% a 90% dos casos de câncer de pulmão, incluindo, além dos cigarros comuns, os cigarros eletrônicos e o narguilé, que juntos aumentam consideravelmente o risco da doença.
Diante dessa informação fica fácil compreender a escolha da Campanha para este ano.
Sintomas que não podem ser ignorados:
- Falta de ar: sentir falta de ar durante atividades físicas, conversas, refeições ou até mesmo durante o repouso precisa de avaliação médica.
- Tosse persistente: estudos constataram que pelo menos 65% das pessoas diagnosticadas com câncer de pulmão apresentam tosse persistente, ou seja, tosse por mais de oito semanas.
- Dor no peito: a pleura é a fina camada que protege os pulmões. Células cancerígenas podem desencadear a superprodução de líquido pleural e bloquear a drenagem desse líquido. Isso é chamado de derrame pleural e pode causar dor no peito ao rir, tossir ou respirar fundo.
- Tossir sangue: tosse com sangue (hemoptise) é um sinal de alerta importante para possíveis casos de câncer de pulmão. Ocorre em aproximadamente 20% dos pacientes oncológicos acometidos por essa patologia.
- Rouquidão de voz: pode estar associada a tumores pulmonares, exercendo pressão sobre as cordas vocais ou os nervos que as controlam.
Quando identificado precocemente, o câncer de pulmão tem chances reais de tratamento com sucesso. Mas o grande desafio é que os sintomas, no início, costumam ser discretos. Por isso, a atenção aos detalhes e à busca por orientação médica são fundamentais.
O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, como Raios-X e tomografia do tórax, e pode ser confirmado por biópsia. Em alguns casos, testes genéticos ajudam a definir o melhor tratamento.